¯\_(ツ)_/¯

Os números dizem que tem gente lendo meu blog, não é possível.

Estava lendo sobre esse felômeno chamado Belle Delphine, e pelo que eu entendi, ela é o Monty Python do erotismo.

Fazia tempo que eu não lavava o nariz, que delícia, que saudade.

 P
 A
AÇAÍ
 O
 C
 A

  A
PAÇOCA
  A
  Í

P   Í
 A A
  Ç
 A O
    C
     A

     A
    C
 A O
  Ç
 A A
P   Í

Meta

Mas olha só, colocar esses microposts aqui tem suas vantagens. Me ajuda a pensar duas vezes antes de postar bobagem, e tem um ritmo bacana, que me protege do imediatismo compulsivo das redes sociais.

Eu até pensei em voltar a postar esse tipo de coisa no Twitter, mas fui lá e não consegui. Achei bizarrão. Sei lá, muito público. Aqui também é, né? Não faz muito sentido. Mas aqui a sensação é de “querido diário”, lá é praça pública (mesmo sabendo que só me seguem uns poucos amigos).

Compaixão > amor, caridade, perdão

Terminei de ler Um Coração sem Medo, de Thupten Jinpa, sobre o cultivo da compaixão (com o subtítulo imbecil de “pOr QuE a CoMpaIxÃo É o SeGrEdO mAiS bEm GuArDaDo Da FeLiCiDaDe”). Ele traça uns paralelos entre descobertas da psicologia moderna e da tradição budista tibetana. Achei muito bom, inspirador, mas não pretendo seguir muito de perto as técnicas que ele oferece. É um livro que eu pretendo largar no terminal de ônibus (post pandemiam) pra ver se semeia o coração dessa gente.

Uma coisa que vale a pena destacar é a diferença entre empatia e compaixão. A empatia é identificar-se com a dor do outro, enquanto a compaixão compele à ação para o alívio da dor do outro. A empatia é base da compaixão, mas ela sozinha é cansativa, enquanto a compaixão é energizante e empoderadora.

Acho massa essa ênfase do budismo (o tibetano, pelo menos) no cultivo da compaixão. Não tem paralelo exato no cristianismo brasileiro atual.

Existe o “amai seus inimigos”, mas é um princípio que parece ser muito pouco promovido hoje. Além disso, costuma ser um amor objetificante, que vê no outro um alvo de conversão.

A caridade cristã é frequentemente condicional, exige a humilhação de quem a recebe. E hoje em dia ela é mais promovida na forma de “ajude o nosso projeto de evangelização”, enquanto políticos que se dizem cristãos fazem campanha contra esmolas.

As igrejas promovem bastante o perdão, mas reparem que o perdão é percebido como uma ação pontual. Se o cristão não consegue perdoar alguém, das duas uma, ou o perdão, assim como a caridade, se condiciona e é negado (fulano não merece perdão), ou nasce um perdão falso, da obrigação de perdoar, e se esconde a mágoa.

Já a compaixão não é uma ação, e sim um hábito cultivável. Não é condicional, é até pras pessoas mais filhas da puta. Mas se você não consegue sentir compaixão por fulano, tudo bem, é difícil mesmo. É humano, é honesto. Continue seu cultivo.

E da compaixão cultivada brotam naturalmente, com o tempo, o amor aos inimigos, a caridade e o perdão. Me parece uma abordagem claramente superior. Não é à toa que uma das interpretações do mantra Om Mani Padme Hum é de que “não há sabedoria sem compaixão”.

A gente aqui conhece bem os podres do cristianismo, porque é algo mais próximo (o meu podre preferido é a cruzada das crianças), mas o budismo também tem os seus. Outro dia eu tava lendo o blog de um cara do Sri Lanka. Lá teve genocídios em nome do budismo, e os atritos perduram até hoje. A maioria da população é teoricamente budista, mas é como os nossos cristãos não praticantes. Mesmo monges podem ser grandessíssimos filhos da puta.

E por coincidência comecei a ler um livro sobre a descolonização da Ìndia, e foi curioso ver no mapa os lugares onde Jinpa, um refugiado, viveu.

Mas o livro é grosso e já começa glorificando colonialismo... ai, ai...


Apêndices

Que que vale mais, comer ou dormir?

mas é o glifosato que dá o sabor

Ahegao é um negócio que murcha meu pintinho na hora.


Meta

Ainda considerando quais formatos cabem melhor em quais mídias, resolvi analisar o que eu tenho postado. Hoje, todos parágrafos cabem num tute tamanho padrão (500 caracteres). É viável. Mas não fica bom isso de “fio”. É igual esse “apêndices” que eu tô colocando aqui. O lugar deles é num microblog. Tá ok aqui, desse jeito? Tá, inclusive melhor do que tava antes, solto. Mas não é o ideal.

Mas se eu penso demais nisso, me parece que site ≠ blog ≠ microblog, e tipos de texto caberiam melhor em um desses três, mas eu não quero ter três. Dois tá bom, três não.

Será se Telegram é menos pior?

O Telegram parece ter uma postura bem clara sobre suas políticas de criptografia (em vez de alguns concorrentes, que passam uma imagem errônea). A escolha entre criptografia cliente-servidor ou ponta-a-ponta, cada uma com seus benefícios, é oferecida de maneira clara ao usuário – diferente de alguns concorrentes, que vendem uma coisa e entregam outra. E mesmo a criptografia cliente-servidor do Telegram parece ser melhor do que a da concorrência, por por estar fragmentada entre diferentes jurisdições. E o cliente do Telegram é software livre! O protocolo também é aberto, documentado e recebe auditorias regulares.

Should you stop reading Gizmodo right now?

O código do servidor é proprietário, mas isso não é relevante.

https://t.me/durovschat/515221


Muito barulho por alguma coisa, mas e daí?

Mano do céu, quantas paradas eu comecei a pesquisar, não terminei, não cheguei a conclusão nenhuma, só nos últimos quatro dias? Eu sabia que me faltava foco, mas precisei “botar no papel” pra entender o quanto. Se a idéia é levantar o assunto, provocar reflexão, vá lá, não é tão ruim. Mas se é pra servir de referência ou base pra decisões, é muito esforço desperdiçado.

Sintonia!

Tava guardando esse bookmark faz tempo. Muito por acaso peguei pra ler bem agora, que mudei a pegada do blog.

notre culture est marquée par le principe de précaution, la possibilité du risque zéro, la foi dans l'hyperrationalité, alors que l'option opposée de solutions astucieuses et imparfaites se révèle souvent plus sûre et plus performante dans le temps.

Le tort que causent les erreurs doit être inférieur au bénéfice qu'on en retire.

La peur de l'erreur est un des freins les plus puissants à l'action : le désir de perfection, de zéro défaut est fatal à bien des projets qui, faute de pouvoir être parfaits aux yeux de leurs concepteurs, ne voient jamais le jour. L'idéal de perfection fait le lit de la procrastination et bien souvent rien n'est fait et reporté « faute de temps, faute de moyens » pour faire les choses « comme elles devraient être faites ».

Antifragile, ou les bienfaits du désordre en bibliothèque


Mim ajuda a escolher um celular

Ok, meu iPhone herdado está exalando seus últimos miaus. Vou ganhar um outro celular usado, mas não sei em que condições. Tá na hora de eu pensar em comprar um novo. O que eu queria mesmo era não ter celular, mas as circunstâncias exigem que eu tenha um, e tem que ser um espertofone.

Seria massa um feito no Brasil, mas minhas experiências com a CCE foram ATROZES.

Seria tope um celular que viesse livre de Google e essas porra (eu talvez precisasse instalar de qualquer jeito, mas aprecio a liberdade) e/ou que tenha como instalar algum sistema operacional livre alternativo e/ou que tenha um suporte bem longo.

Sei que Xiaomi tá na crista da onda, mas eu desconfio muito. China is asshoe. Os outros também é asshoe, mas China é mais.

Ah, sim, barato é melhor néan.

Me chamaram a atenção celulares com o sistema operacional KaiOS. Tem de marcas nacionais (devem pelo menos montar no Brasil), é barato (menos de 300 Dilmas), simples, eficiente, gasta pouca energia, tem teclas (sexy). É basicamente um burrofone, mas com alguns programas populares dos espertofones (sim, redes sociais e aplicativos de conversa). Ainda vou ser uma putinha corporativa, mas apoiando a indústria local e o hardware minimalista.

O que é KaiOS? Sistema operacional deixa celular mais simples e barato

Namorei um pouco a idéia do PinePhone. Um celular feito pra ser hackeável (no bom sentido) – roda Linux, hardware feito pra fuçar. Teria que morrer uma boa grana (150 dólares, nessa taxa de câmbio, fora frete e impostos), mas duraria pra sempre! Mas ainda é um negócio muito cru, não dá pra usar na vida real.

PINEPHONE How good or bad is the PinePhone?

GrapheneOS num Pixel phone, pelo menos 3000 Dilmas. É muito dinheiro num celular, cês tão doido. Pior que acho que, se eu quiser software livre, a tendência é essa. Os desenvolvedores tendem a focar nos celular topzera. Compreensível.


And now for something completely different

Falando em bookmarks, tenho mais de 100 abas abertas socorro

Pensando aqui nessa palavra, “bookmark”. “Bookmark” não é “favorito”. Também náo é “marca página” – isso seria como chamar “mouse” de “rato”. As pessoas chamaram o mouse de mouse porque não queriam chamar de “trocinho com sensor de movimento e botão”. Chamaram de mouse porque parecia um rato. Mas eles sabem que não é um rato. A gente sabe também. Por isso a gente chama de mouse.

às vezes me vêm ganas de jogar Dwarf Fortress

aí eu lembro que Dwarf Fortress é uma bosta

aí eu lembro que tenho o Odd Realm aqui

aí eu lembro que eu não tenho tempo pra isso

Acordei com muita sodade do Alejandro e da Cher.

Inda mais triste é que não consegui enterrar meus últimos doges. Sempre enterrei meus doges, e os últimos três foram pra cremação da prefeitura. Eu sei que não teve outro jeito, mas ainda sinto que foi falta de consideração minha.

Falando em sodade

Stromae – Ave Cesaria

Where WhatsApp Went Wrong: EFF's Four Biggest Security Concerns WhatsApp tem criptografia ponta-a-ponta... legal né? Mas os backups não são criptografados. Se você usa backups, suas conversas não estão protegidas. Se os seus amigos usam backups, suas conversas não estão protegidas. Além disso, por padrão, o WhatsApp não te avisa se as chaves de criptografia do seu amiguinho mudarem. O que significa que se tiver alguém interceptando a conversa e se passando pelo seu amiguinho, você não vai saber. Tem que ligar a notificação manualmente em Configurações > Conta > Segurança > Mostrar notificações de segurança. (entre outras questões)

Pues, não estou muito feliz aqui com o blog. Às vezes quero postar umas microbestagens, e aqui não orna. E também as paradas mais de fôlego eu não tenho conseguido postar. Mais por falta e foco do que de tempo (começo mil coisas, termino nenhuma).

Vou tentar usar o blog como blog mesmo, assim eu boto as coisas pra fora, mesmo que as idéias não estejam maduras. E vou divulgar no Twitter pra ver se algum abigo me acompanha nessa aventura.

Considerando Mastodon, ou outras partes do fediverso

Mas aí, então, como eu dizia, as microbestagens. Tenho vontade de postar umas coisinhas assim, e estou me abrindo de novo pra possibilidade de usar rEdEs SoCiAiS. Mas Twitter não dá.

A opção mais óbvia é Mastodon. Achei uma instância chamada URSAL.zone! O nome é genial kkkkk! Agora vejam bem, muitos amigos meus se propõem muito mais anticapitalistas que eu, e tão aí, dando força pras megacorporações. Quem sabe assim eles considerem uma alternativa.

Mas not sure ainda. A lista de instâncias que a URSAL bloqueia não apresenta justificativas. Pior que isso parece ser prática comum. E mesmo quando as instâncias apresentam justificativas de bloqueio, é coisa vaga: “spam”, “nazistas”, coisa assim.

Tem uns sites que listam servidores pra quem tá procurando, mas a URSAL não consta em nenhum deles, o que é curiouso. Mas real, parece uma instância boa, comunidade bacana.

Qual a diferença entre Mastodon, Pleroma, e GNU social?

GNU social é o menos usado, mas eu gosto que tem GNU no nome.

Opa, tô vendo aqui que o GNU Social usa OStatus, e não ActivityPub. Eu gosto de ser do contra, mas não vai ser desta vez. Geral tá usando ActivityPub então vou nessa. Tchau GNU.

Os outros dois se comunicam entre si. Mastodon é mais pop, Pleroma é aparentemente um servidor mais leve. O Mastodon tem RSS, mas é bem tosco.

Uma coisa bonita, é como as páginas dos termos de uso e de regras de cada instância estão padronizadas e completas. Quando eu estudei a questão, anos atrás, pré-ActivityPub, era tudo muito, muito bagunça.

To considerando o koyu.space porque eles também têm cápsulas de Gemini, e eu quero. E Peertube também! Mas não vou dar esse passo antes de considerar outros servidores de Gemini, e outras instâncias (principalmente brasileiras) do fediverso.

O Twitter é essa GRANDE bagunça, e, surpresa, o fediverso também é. Mas não me interessa muito isso de saber tudo que tá rolando, conversar com gente que eu não conheço. Eu usaria mais só pra acompanhar os abigos, e pra experimentar, o jeito ideal seria convencer os amigos, o que é difícil quando nem eu estou convencido. No momento eu ficaria feliz se conseguisse causar pelo menos curiosidade.

Uma coisa que é importante salientar, é que o fediverso é MENOS privativo do que o Twitter. Quer dizer, se você tem conta aberta, não faz grandes diferença; mas se você tem cadeadinho, pra só seguidores aprovados verem as suas mensagens, aí complica.

A plataforma tem acesso a todos os seus dados (nada aqui tem criptografia ponta-a-ponta). Se você tem uma conta no Twitter, então confia que ele não vai fazer uso malicioso dos seus dados, e que ele vai mantê-los protegidos de hackers. Se você tem uma conta numa instância do fediverso, você confia naquela instância do mesmo jeito, mas é pouco provável que servidores independentes sejam mais seguros que os servidores da megacorporação. Além disso, você confia nos seus seguidores; todos pediram pra te seguir e você aprovou. Mas se você tem seguidores em outra instância, os adminstradores dessa instância também têm acesso aos seus dados, e você não necessariamente confia neles; além de ser mais um ponto vulnerável.

Isso não é tão absurdo, veja bem. E-mail tem mais ou menos o mesmo problema. Mas eu esperava mais dessa modernidade toda.

Mas olha, eu tô gostando de escrever assim, talvez nem precise fediversar, afinal.

Small init is Beautiful

ESTOU PENSANDO CÁ COM MEUS BOTÕES QUE A TECNOLOGIA INTERMÉDIA PROPOSTA POR SCHUMACHER NÃO ERA BOA SÓ PROS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO 50 ANOS ATRÁS, MAS PRA TODO MUNDO HOJE E NO FUTURO

Tecnologia simples, acessível a indivíduos e pequenas organizações, empodera. Uma tecnologia tecnicamente mais eficiente, mas mais complexa e que exige maior concentração de recursos, tem o efeito oposto.

Por isso que eu tô aí desconfiado do systemd. Um troço grande e complexo que substitui um monte de ferramentas menores. Daí o negócio vai ser todo controlado pelas corporações, e tudo vai depender do systemd, e quando der ruim já vai ser muito difícil voltar atrás. Lá se vai a liberdade efetiva do software.

Mas não sei das vantagens também. Pode ser que a ferramenta seja boa mesmo.

Não me surpreende as distros corporativas abraçarem o systemd, e o Arch parece não ter grandes compromissos com o software livre. Mas quero entender por que o Debian foi pra esse lado. Preciso estudar mais, mas é algo muito, MUITO técnico, além da minha capacidade.

And now for something completely different

Eu queria saber qual é a graça de IRC. Porque tem essa galere que gosta muito de IRC, e é uma galere que gosta das coisas que eu gosto, então eu provavelmente ia curtir também.

menine, botei uma lâmpada de luz quente, dessas que lembra incandescente

é tão quentinho gostoso

cálido

essas luz branca nervosa não gosto não

a minha barba e a minha barriga vão crescendo ao mesmo tempo que eu fico mais hacey doido do software livre

conhecidência?

eu acho que não

rouba, estupra e mata

mas faz

Seleta de links que deveria ter saído no fim de maio (oof)

Why Sharing Academic Publications Under “No Derivatives” Licenses is Misguided Pourquoi diffuser des travaux de recherche sous licence « Pas de modification » n’est pas une bonne idée Eu ia acabar falando sobre isso uma hora ou outra. Quase nunca é boa idéia usar licenças que não permitem derivação. O artigo é voltado ao mundo acadêmico, mas vale pra geral também. Esse tipo de licença só serve pra limitar infrutiferamente o alcance da obra. Todas as licenças CC dão certa proteção à integridade do autor e da obra. A CC BY-NC controla mais, mas não chega a impedir todo e qualquer uso da obra.

10 principles for good design – by Dieter Rams O melhor de todos é o último: “O bom design é o mínimo de design”.

Brief thoughts on secure communications with GPG keys in 2020+ De que adianta você ter suas chaves de criptografia, se seu hardware é cheio de backdoor, hem? HEM?!?

Audiobooks are dangerous Um devaneio semicoerente sobre estar sozinho com seus próprios pensamentos.

News site Stuff left Facebook. Seven months later, traffic is just fine and trust is higher Mais especificamente, antes de abandonar o Facebook, o jornal neozelandês Stuff passou um ano sem promover seu conteúdo na plataforma, e fez zero diferença. A diretora do jornal estima que a queda de visualizações atribuíveis ao Facebook foi pequena (mas é um jornal grande na Nova Zelândia, e isso tem que ser levado em consideração). O efeito mais marcante e preocupante é que o alcance diminuiu muito em populações marginalizadas (suponho que um bando de coitado que depende de “acesso grátis” ao Facebook pra ter alguma internet).

Ad Tech Could Be the Next Internet Bubble – The scariest thing about microtargeted ads is that they just don’t work Segundo estudos, a eficácia da publicidade personalizada é enormemente exagerada. Há quem compare esse “investimento podre” ao que causou a bolha imobiliária nos Estados Unidos. Links muito bons no fim do artigo, incluindo um sobre a agência de notícias holandesa que trocou a publicidade personalizada por publicidade contextual e só lucrou com isso. (só acho curioso que os mesmos artigos que dizem que publicidade personalizada não funciona também levam muito a sério a capacidade dessa publicidade de manipular politicamente as pessoas)

Règlement de censure terroriste adopté: résumons União Européia adota medidas para censurar o terrorismo na internet, mas a definição de terrorismo adotada é extremamente ampla, e a ordem de censura vem do executivo sem qualquer controle judiciário, dando grande margem à perseguição política. Recorrer de uma decisão dessas é possível, mas inviável. O conteúdo tem que ser retirado do ar em menos de uma hora, o que pode ser difícil pras pequenas plataformas, e vai estimular as grandes plataformas a adotar censura prévia automática, que sempre dá falsos positivos.

Has the time finally come for universal basic income? Experimentos e estudos no mundo todo (alguns em larga escala) têm demonstrado que a Renda Básica Universal funciona. A economia melhora, a saúde melhora, os estudos aumentam, a desigualdade de gênero diminui, e o consumo de drogas também! O medo de que as pessoas vão parar de trabalhar é infundado – elas continuam trabalhando do mesmo jeito. Os Estados Unidos QUASE aprovaram a Renda Básica Universal nos anos 60! É viável!

Saiu o resultado do prêmio de melhor abstrato de 2020!

(ver posts anteriores: fase de indicação e votação final)

Post dos resultados no BGG

Tumbleweed ganhou, o que não é nenhuma surpresa, mas vantagem que ele teve sobre a competição foi enorme, 27 pontos contra os 17 da segunda posição!

(cada pessoa podia dar uma nota de -2 a 2 pra cada jogo, e podia dar nota 3 pra um único jogo)

Empatados em segundo lugar ficaram Mattock (antes chamado Las Médulas), Furl e Trike. Parece justo. O Trike particularmente não me impressionava, mas tô começando a entender qual é a graça, e acho que é um daqueles jogos que têm potencial de ser popular com um bom número de pessoas, ainda que não vire um grande esporte da mente (algo como Lines of Action).

E KuniUmi ficou em último kkkkkk falei

Outra boa notícia é que o número de pessoas votando aumentou do ano passado pra cá. Bom, não fiz falta!

#JogosAnalógicos