¯\_(ツ)_/¯

Calculando aqui o ritmo atual de vacinação, e supondo que se geral tomar 2 doses (ou 3 pros mais velhos) daria 100%, estimo que estaremos 90% vacinados no dia 2 de novembro (mas a tendência é desacelerar agora no final da campanha).

Grupos de jogos, lobisomens, Web hostil, oh my!

Me peguei pensando nos rolês de jogos que rolam por aqui, principalmente o Além do Muro, mas também o Encontro de Itatiba. Eu estava lá, no começo dos primórdios do Além do Muro. O primeiro evento teve umas 30 pessoas talvez? No máximo. Cada um lá era amigo, ou amigo de amigo, ou amigo de amigo de amigo. Todo mundo amigo, afinal. Tinha uma atmosfera cálida, mágica.

Hoje em dia um evento do Além do Muro junta umas 300 pessoas. Os amigos daquela época, quando ainda presentes, estão geralmente ocupados com a organização. Mas tudo bem porque, se foi bom fazer amigos naquela época, vai ser bom fazer amigos agora, né? Mais ou menos. Eu sou sempre bem receptivo pra jogar com gente nova, é o que eu mais faço, mas...

É mais fácil contar uma história pra exemplificar o que eu quero dizer. Certo dia, quando o Além do Muro rolava na biblioteca. Botei o Dameo na mesa e levantei minha plaquinha pra tentar achar um oponente. Um rapaz veio, jogou comigo. Acho que jogamos Lines of Action também, não tenho certeza. Conversamos. Ele estava interessado em alguns jogos Print and Play, mencionou o Empire Engine. Eu conhecia esse! Parecia bom mesmo.

Passam-se alguns anos. O Além do Muro muda de endereço, pra Associação Japonesa, depois pro Multi Moda, e finalmente pro Grêmio. Estou novamente sentado, com o Dameo na mesa, plaquinha levantada, esperando um oponente. Um rapaz se senta e joga comigo. Eu não tinha reconhecido, MAS ERA O MESMO CARA!

Esse é um caso meio extremo. Ele é provavelmente alguém que não frequentava tanto o evento. Mas tive várias experiências parecidas. É tanta gente, que a chance de você jogar duas vezes com a mesma pessoa é pequena. E há outros fatores. Conforme o evento foi crescendo, foi ficando mais trabalhoso, e a periodicidade diminuiu.

Outro fator significativo nasceu dos próprios objetivos do evento. Mesmo que no começo fossem só amigos e amigos de amigos, o objetivo sempre foi divulgar os jogos de tabuleiro modernos. O evento foi atraindo mais gente, mas a maioria das pessoas chega no evento e vai embora em grupos fechados, e não se envolve com a comunidade.

O Encontro de Itatiba, que é muito menor, também sofre desse mal. Os organizadores são muito receptivos, se envolvem. Inclusive promovem regularmente alguns abstratos combinatoriais, jogos com grande potencial de formar comunidades competitivas. Mas o público também vem em grupos fechados, e não tem os avulsos que o Além do Muro tem.

Não posso reclamar de nenhum desses rolês. São sempre uma satisfação. Mas quero recuperar aquela magia dos antigamentes. Decidi cultivar um grupo de jogos regular. Claro que só daqui a alguns meses, quando eu e os outros estivermos muito bem vacinados.

Mas quantas pessoas seriam? Ou, pensando em termos schumacherianos, qual seria o tamanho ideal de uma comunidade? Mais gente é melhor, mas a partir de certo ponto começam a minguar as vantagens e crescer as desvantagens. Primeiramente, eu gostaria de poder jogar todo tipo de jogos. Alguns jogos são só pra dois jogadores. Outros pra exatamente sete. E ninguém pode ficar de fora, então é preciso ter margem pra algum rebolado – se tem oito pessoas no grupo, fechar uma mesa de sete é muita mancada. Se tem nove no grupo, melhora um pouco, mas os dois que sobram podem não estar tão felizes. E se faltar gente, o que acontece?

Um teto de dezesseis pessoas me parece um número ideal. É uma potência de dois. Se fizer um campeonatinho dá um tamanho ideal. Se não vier todo mundo, ainda tá confortável pra jogar qualquer coisa. E há precedentes. No BGG tem um negócio chamado Geek Chat League. Algumas pessoas se cansaram de tentar conversar com multidões aleatórias nos fóruns e decidiram fazer grupinhos semifechados com conversas mais focadas. Tem um bocado de grupinhos assim – todos com 12 a 16 pessoas!

Esse limite me obriga a escolher muito bem quem chamar. O ideal é gente empolgada com o rolê de jogos, e que more perto. Ah, claro, ao cultivar o meu próprio grupo, dá pra definir qual vai ser a pegada dele! Quero gente que não esnobe jogos tradicionais. De preferência, gente que não seja vidrada em saladas de pontos anti-interativas. E é bom o grupo começar pequeno e ir crescendo aos poucos, dá um ritmo melhor pras pessoas irem se conhecendo.

Bônus: num grupo pequeno vai ser muito mais viável se aprofundar em jogos específicos, em vez de jogar cada vez um jogo novo.

Vamos ver. Quem sabe lá pra novembro eu ressuscito meu grupo de The Crew, e, terminando a campanha, eu vejo isso aí.

Lobisomem é um jogo que, nas suas formas mais populares, nunca me encantou. Até que fiquei sabendo que a versão original é bem diferente. Não tem poderes especiais; é possível linchar várias pessoas durante o dia; os lobisomens (ou mafiosos, originalmente) não podem se comunicar durante a noite, e precisam escolher independentemente a mesma pessoa para atacar – se a escolha não for unânime, ninguém morre (mas é anunciado quem foi atacado). Daí que os lobisomens são obrigados a coordenar seus ataques durante o dia, à vista de todos, mas de maneira dissimulada!

Também tem um sistema de pontuação engenhoso, interessante pra quem quiser jogar várias rodadas, ou manter algum tipo de pontuação contínua, ranqueada. Para os lobisomens, é indiferente, talvez até vantajoso, sacrificar seus colegas, enquanto que os aldeões ganham sendo altruístas. Naturalmente, isso abre mais possibilidades de blefe pros lobisomens (podem me matar, mas matem ele também!) E, como o jogo não acaba automaticamente quando morre o último lobisomem, os aldeões podem continuar linchando gente, arriscando uma pontuação menor, em troca de estar mais seguros da morte do lobisomem.

https://web.archive.org/web/19990302082118/http://members.theglobe.com/mafia_rules/

Mas a leitura das regras ao pé da letra levanta uma questão estranha. É aparentemente possível que um lobisomem ataque a si mesmo ou a seus companheiros de equipe[1]. Atacar outros lobisomens, vá lá, disputas territoriais... mas morder o próprio braço? Dar um tiro no próprio pé? Pode ser uma tática válida pra despistar: “fui atacado durante a noite!”; mas não faz sentido, tematicamente. E o risco é quase nulo, já que, pra ser eliminado, um jogador precisa ser atacado por todos os lobisomens – inclusive ele próprio, o que faz menos sentido ainda.

Encontrei outra versão das regras, também bastante antiga, que ainda mantém o elemento-chave da descoordenação dos lobisomens, mas um pouco diferente. Para que eles matem alguém à noite, não é preciso unanimidade; basta uma maioria. De resto, essa versão já se parece com as mais modernas, com apenas um linchamento por dia, com um vidente/inspetor, e sem pontuação. Lobisomens podem atacar e matar seus colegas, mas não a si próprios.

https://web.archive.org/web/20050210091426/http://www.cab.u-szeged.hu/local/mensa/SIG/mafia/mafiarules.html

Me sinto tentado a experimentar a versão original com um ajuste inspirado na versão húngara – que os lobisomens precisem de unanimidade para matar um aldeão, mas que precise de todos menos um para matar um colega. Na versão original, os aldeões só têm certeza de que mataram um lobisomem quando cai a noite e tem um ataque a menos. Nesta versão híbrida, posso anular o ataque do lobisomem que morreu, de maneira que os aldeões nunca vão ter certeza se realmente lincharam um lobisomem, ou se lincharam um inocente e os lobisomens mataram um dos seus durante a noite[2]!

Acho que entendo por que o jogo acabou se transformando no que é hoje. O jogo original é superficialmente simples, mas um pouco anti-intuitivo, com um ritmo mais irregular, desajeitado. Talvez até sem querer, alguém simplificou a fase da noite, e passou a alternar de maneira mais rígida entre as duas fases. O jogo passou a fluir melhor, mas os lobisomens ganharam uma vantagem tremenda, que só pôde ser remediada pelo poder especial do vidente! E isso abriu o precedente pra outros poderes especiais.

[1] O autor mo confirmou por e-mail, é isso mesmo.

Já reclamei por aqui das atualizações do BoardGameGeek. Dessa vez saiu uma pior. Não consigo nem abrir o site.

Vejam bem, eu uso, a maior parte do tempo, um Firefox tunadão pró-privacidade. Mas isso gera incompatibilidade, às vezes. E são vários ajustes, e nem sempre é fácil descobrir qual deles está causando incompatibilidade em cada situação. Eu não sei que nova tecnologia invasiva o BGG resolveu adotar agora, mas a maioria das páginas nem carrega. Se eu rodar uma instância vanilla do Firefox, consigo abrir normal (e perceber que o site tá ainda mais feio e desconfortável, eca).

Eu queria mesmo é não ter que lutar tanto pra ter alguma privacidade. Como disse o Burro, Deus me deu o rabo pra espantar as moscas, mas bom mesmo seria não ter nem rabo, nem moscas.

EDIT: Ok, eles reverteram a mudança. O fato de terem desfeito tudo (e não só corrigido o problema), me faz suspeitar que não, não repensaram a tecnologia invasiva. Só viram que ficou feio e desconfortável mesmo.

Mais xadrez

Pues, a minha previsão de que eu ia preferir as variantes pequenas de xadrez não se concretizou. Primeiramente, o Shogi, que me assustava, agora parece bem legal. Não sei por que tive a primeira impressão de que era complicado? Claro, é bem mais arbitrário que o Xadrez ocidental, mas ainda é simples. Talvez inclusive mais simples de jogar, porque as peças têm movimento mais limitado. Coloquei na categoria B da minha lista interminável de jogos pra jogar – as variantes introdutórias de Shogi ficaram na categoria C.

Teve várias que eu botei na categoria B e, pasmem, não uma, mas duas na categoria A.

Uma delas é Decimaka, uma tentativa de sintetizar o Maka Dai Dai Shogi, que é uma variante grandona de Shogi, na qual as peças são promovidas quando capturam, e às vezes a versão promovida é pior. O autor fez três jogos nessa intenção, e o Decimaka me parece o mais equilibrado – o Shogi Caju é ainda muito grande e arbitrário, e o Xadrez Veterano muito próximo do xadrez ortodoxo.

https://www.chessvariants.com/rules/cashew-shogi https://www.chessvariants.com/invention/decimaka https://www.chessvariants.com/rules/veteran-chess

A outra, Xadrez Maorider não me causou uma impressão inicial tão boa, mas com o tempo fui me animando. A idéia básica é: muitas peças com movimento curto e pontos cegos, e um rei que congela peças inimigas adjacentes e pode convertê-las pro seu exército (e tem uma peça que promove e vira um segundo rei). Tem muitas peças diferentes, o que é meio chatinho, mas deve valer a pena.

https://www.chessvariants.com/invention/maorider-chess

Na verdade meio que já tinha uma variante de xadrez na categoria A da vertiginosa lista. É na verdade um híbrido de xadrez e damas, na medida de 40/60, eu diria. Acho que conta muito mais como variante de damas do que de xadrez.

É Fenix, do Fred Horn. Apesar de ter uma versão comercial lançada só recentemente, o jogo é de 1975. Fred era funcionário de uma universidade, e seus colegas fizeram um clube pra jogar joguinhos na hora do almoço. Mas a galera do xadrez não queria jogar damas, e a galera das damas não queria jogar xadrez (os holandeses levam Damas Internacionais muito a sério). Iam dividir o grupo, quando Fred interveio: “Não! Não cortem o bebê! Vou fazer um jogo que vai unir todas as tribos, como o Norvana.” Aí ele foi lá e fez. 25 anos depois, trombou com um colega daquela época, que disse “A GENTE AINDA TÁ JOGANDO O SEU JOGO!”

Vi muitos híbridos de xadrez e damas no Chess Variants, mas nada interessante. Parece que o tempo todo alguém tem a curiosidade de misturar os dois, faz lá a mistura, e fica uma bosta. Mas Fenix é diferente, talvez justamente por ter uma perspectiva mais próxima do jogo de damas do que de xadrez – a captura por substituição foi abandonada, e a diferenciação das peças muito reduzida. Há a captura obrigatória e múltipla de damas, e a peça real do xadrez – uma mistura que não deveria funcionar. Explico:

As regras de cheque e cheque-mate no xadrez ocidental foram criadas justamente pra evitar finais anticlimáticos, no qual a pessoa perde o rei por causa de um erro bobo. Digamos que, em damas, erros bobos geralmente têm um impacto muito mais granular do que no xadrez, e se não tivesse a regra do cheque, a diferença seria maior. Mas damas às vezes tem longas sequências de jogadas forçadas com capturas múltiplas, difíceis de ler, e não dá pra impor um cheque nessa situação. As derrotas seriam mais repentinas e anticlimáticas. Mas, ah! No Fenix, tomando certos cuidados, é possível regenerar seu rei algumas vezes!

https://www.abstractgames.org/fenix.html

Como esses jogos estão na categoria A da pantagruélica lista, provavelmente consigo jogar dentro da próxima década =(

Estudos mostram que a minha rola é a mais gostosa.

Repetidor TP-Link é um inferno, não comprem.

Tudo bem que parte da culpa pode ser do roteador buguento da Claro. Mas o TP-Link é ruim também.

Estoy muy tristo porque: quebrei um prato.


Mais Gandhi

Conscientes do perigo que, na sua idade, uma greve de fome comportava, os discípulos de Gandhi tentaram dissuadi-lo disso. Mas, bapu – espantou-se o seu velho companheiro do Partido do Congresso C. R. Rajagopalachari, agora o primeiro governador indiano de Bengala –, como se pode jejuar contra bandidos? – Quero tocar o coração dos que estão por trás dos bandidos.

(...)

Ao alvorecer do terceiro dia, a sua voz não era mais que um murmúrio imperceptível e o seu pulso tão fraco que se podia crer a morte iminente. Enquanto a notícia se espalhava, a angústia e o remorso apoderaram-se de Calcutá. Para além dos seus muros, toda a Índia buscava informações sobre o estado de saúde do Mahatma. Produziu-se então o milagre. Se outras cidades do antigo Império das Índias também tinham sido capazes de se deixar arrastar por abomináveis acessos de selvageria, cabia a Calcutá, a mais contestatária e rebelde de todas, o poder de transformá-los em ímpetos de entusiasmo e de generosidade. Enquanto no corpo esgotado de Mohandas Gandhi lutavam os últimos sopros de vida, uma vaga de amor e de fraternidade submergiu de repente a indomável metrópole para salvar o seu benfeitor. Cortejos conjuntos de muçulmanos e de hindus espalharam-se nas favelas mais atingidas pela loucura assassina para aí restaurar a ordem e a calma. A prova definitiva de que um vento novo soprava sobre Calcutá apareceu ao meio-dia, quando um grupo de vinte e sete goonda dos bairros do centro se apresentou à porta da Hydari Mansion. De cabeça baixa, a voz vibrante de remorso, reconheceram os seus crimes, pediram perdão a Gandhi e suplicaram-lhe que renunciasse ao jejum. Algumas horas mais tarde, um dos mais célebres chefes de bando veio manifestar um arrependimento semelhante. A quadrilha de goonda responsável pela mortandade da Beliaghata Road, que determinara Gandhi a jejuar, acorreu por sua vez. Após ter confessado os seus crimes, o chefe declarou ao Mahatma: “Estamos prontos a submeter-nos com alegria a qualquer castigo que escolha, desde que ponha fim ao seu sacrifício”. Querendo provar a sua sinceridade, abriram todas as abas dos seus dhoti para lançar aos pés de Gandhi uma chuva de facas, punhais, sabres, pistolas e “dentes de tigre”, alguns ainda vermelhos de sangue. Para lhes testemunhar a sua confiança, Gandhi murmurou: “A minha única punição será mandá-los aos bairros dos muçulmanos a quem fizeram tanto mal para lhes oferecerem a sua proteção”. (...) Um caminhão cheio de granadas, armas automáticas, pistolas e facas espontaneamente entregues pelos bandos de goonda foi levado ao portão da Hydari Mansion. Notáveis hindus, sikhs e muçulmanos redigiram uma declaração comum prometendo solenemente “lutar até a morte para impedir que o veneno do ódio religioso renasça na cidade”.

(Esta Noite a Liberdade, páginas 387-390)

Alô, alô, tem Mulholland Drive no SESC online, aparentemente até o final do mês, filmaço, recomendo, assestão https://sesc.digital/conteudo/cinema-e-video/mulholland-drive-a-cidade-dos-sonhos

Se você cuidar das pequenas coisas, as coisas grandes cuidarão de si mesmas.”

- Emily Dickinson

Parem de usar o verbo possuir no lugar do verbo ter.

Obrigada.

Fio no Twitter (eca) sobre os motivos pelos quais muitas vezes as pessoas em situação de rua evitam os abrigos públicos. https://twitter.com/DiogoJordaoS/status/1421731778365112320

Já pararam pra pensar que a Google é meio do mal, mas é honesta? Eles pelo menos são transparentes: “o nosso modelo de negócio é esse, e a gente faz isso, isso e isso”. O Facebook é muito mais escorregadio, enganoso, usa uma linguagem construída cuidadosamente pra dar uma falsa sensação de segurança.

Vi uma pixação com os dizeres DORIA TRAIDOR

kkkkkk os bolsominion pira

O cara passou a perna no próprio partido pra ir lamber o cu do Bolsonaro durante a campanha, VOCÊS ESPERAVAM O QUÊ?!

Tô achando que o Biroliro mais atrapalha do que ajuda a causa (perfeitamente legítima) do comprovante de voto impresso.

Mene da teoria da conspiração que é real então bota um cara pra falar groselha pra todo mundo achar que é teoria da conspiração e

Eu comecei a botar na minha planilha de acompanhamento pandêmico a porcentagem de gente vacinada, com base nos dados do vacinômetro. E a porcentagem de gente vacinada caiu nos últimos dias, quê?

Fui ver. Sim, o número de gente vacinada tá aumentando, sim, mas o número de habitantes de Jundiaí aumenta muito mais. De um dia pro outro, teve 5000 novos habitantes!

Será que o censo tá todo cagado? Será que tem milhares de pessoas vindo pra cá se vacinar?

EDIT: FALEI BOSTA: EU TAVA ENTENDENDO ERRADO OS NÚMERO! Eu achava que total era população total, mas é o total de vacinas (um número inútil). E percebi que o site do estado dá sim uma porcentagem, mas também é calculada de um jeito estranho (tem cidade que tá 135% vacinada).


Das variantes de Xadrez

Antes, o único abstrato que eu conhecia era o Xadrez. Nunca fui fã. Achava muito seco, e supunha que todos abstratos eram assim. Depois descobri que não. Go é bem molhadinho. Damas tem textura de paçoca. Mas continuei achando que jogos da família do Xadrez eram muito secos.

De uns tempos pra cá, minha mente começou a se abrir, mas ainda não enxergo um padrão. Simplicidade nas regras é desejável. Às vezes variantes mais brincalhonas me atraem. Às vezes as mais pequerruchas.

Shogi é indigesto, tho. Mas um Goro-Goro Dobutsu Shogi, se pá vai.

Desde que a gente mudou pra Claro, às vezes meu computador consegue se conectar com a internet, às vezes não. Aí eu tenho que reiniciar o modem pra resolver.

“Ai, ai, tenho que ir buscar internet no poço de novo...”

Meu hobby: substituir a letra das músicas por “tchubirabirom”.

Brasileiro gosta de misturar Bach com funk, néan?

Eu gosto muito do Habib's, não consigo boicotar o Habib's. Isso me dá um pouco de humildade na hora de julgar os coleguinhas.

Alguém faz um retema de Dune, porém com Masterchef e TOMPERO

Se as pessoa respeitasse o isolamento ia ser engraçado na hora que começou a vacinar os véio porque ia ser que nem aquele episódio dos Simpsons que os véio bota toque de recolher pra todo mundo que não é véio aí fica os véio jogando bola na rua de noite kkkkkk

Vick com DMSO que delisia

O CAFÉ TÁ QUEIMANDO MINHA MÃO MAS TÁ GOSTOSO

Meus novos vizinhos ficam fazendo barulho de arrastando coisa batendo coisa. Me lembra o vizinho da Filadélfia que ESSE HOMEM NÃO É DA FILADÉLFIA


Design hostil

De uns tempos pra cá o web design do BGG tem se tornado insuportável. Site muito mais pesado, links normais substituídos por links em JavaScript (que não dá pra abrir em outra aba), links de páginas visitadas quase da mesma cor dos das não visitadas, prévia de imagens mutiladas, com as bordas cortadas fora. E isso foi só o que me afetou mais, mas tem muita gente reclamando de muitas outras coisas.

Eu achava que era só incompetência, mas a atitude dos administradores cada vez mais me dá a impressão de que a hostilidade é, pelo menos em parte, intencional.

New personal gallery view horribly scaling and distorting images

Isso me faz ver que o BGG ficou grande demais, centralizado demais. Agora que eles já capitalizaram nas contribuições dos usuários, podem fazer o que quiserem, que não tem pra onde fugir. Não tem outro banco de dados que chegue perto do que é o BGG, e muitas comunidades se estabeleceram lá.

É complicado. A Web ideal é uma rede, cheia de nós menores. Essa concentração de poder é prejudicial. Mas a Web está o tempo todo desmoronando – faz parte, sites nascem e morrem, mesmo os grandes. Mas sites maiores costumam ser mais estáveis, e essa estabilidade é desejável.

Eu vou ver se consigo reduzir tanto a minha dependência do BGG, quanto as minhas contribuições de conteúdo. Paradoxalmente, talvez eu faça, pela primeira vez, uma contribuição financeira, este ano. Enquanto ele me for útil, eu sinto que devo ajudar, mas não quero que ele seja tão útil pra mim, nem vou ajudar a torná-lo útil pros outros. Faz sentido?

Vou deixar de registrar partidas e fazer comentários nos jogos. Pensei em matar a Guilda de Jundiaí, não tem ninguém lá mesmo... mas aparentemente não tem como. Algumas partes do BGG têm RSS, vou dar uma olhada em usar isso em vez do sistema interno de inscrições. Eu prometi ajudar o Simon Igrunoff com uns jogos dele, mas, fora isso, não vou contribuir com o banco de dados.

(Alguém deve estar perguntando, “e a Ludopedia?”. A Ludopédia (me recuso a falar “LudoPÍdia”) não tem esse design hostil, mas, por uma paulada de motivos, ainda é inferior ao BGG. Não pretendo me envolver significativamente com nenhum.)

Como conheci Simon Igrunoff

Certo dia eu estava muito blé, coçando o saco, olhando o Dashboard bo BGG (o que era a antiga página inicial), quando vejo um post, numa região do site que eu não costumo frequentar, sobre um jogo novo. Era um post misteriosíssimo. Era de um russo que não falava inglês, usava tradução automática, toda esquisita.

Tinha uma descrição, e um vídeo INCRIVELMENTE BREGA, que não davam muita idéia de como de fato era o jogo... mas as imagens eram muito intrigantes, pelo menos pra um abstrateiro, como eu.

New board game “Logical curling”

Fui na página do jogo no VK (o Facebook da Rússia), surpreendentemente consegui baixar as regras do jogo (em russo), sem precisar fazer uma conta. Usei o Google Translate pra traduzir, parágrafo por parágrafo (oof) – depois descobri que o Yandex é melhor, pelo menos pra traduzir russo-inglês. Entrei em contato pra tirar algumas dúvidas. Realmente, é um jogo difícil de explicar. Uma mistura de Yahtzee com curling, no qual as combinações dos dados determinam as possíveis trajetórias das peças, tanto no formato, quanto no comprimento de cada parte da trajetória.

Trocamos idéias. Ele é uma pessoa muito fofa, de uma certa cordialidade ao mesmo tempo reverente e efusiva. Ele me apresentou um outro jogo, que parece melhor ainda. Prometi ajudar na divulgação e talvez na tradução das regras. Ainda tô custando a cumprir a promessa, pra variar.

Eu fui a única pessoa a reagir ao post dele nos fóruns. Ele é tão grato por isso, por eu ajudar a divulgar o jogo dele no ocidente, e eu é que fico contente pra caralho de fazer o pouco que posso pra tirar esses jogos pica da obscuridade, e de conhecer uma pessoa massa assim.

You either die a hero, yadda yadda

Por outro lado, tem uma pessoa não tão massa assim. Não vou dizer nomes, mas devo ter mencionado por aí. É o maior designer de abstratos dos nossos tempos, que eu admirava não só pelo trabalho, mas também pela personalidade. Mas depois de uma treta que rolou nos fóruns, ele virou uma pessoa super tóxica.

Se fosse um zé mané qualquer, o normal seria denunciar e bloquear. Mas era um cara que eu considerava, que a comunidade inteira considerava. Tentei conversar bastante com ele, mas ele se recusa a qualquer introspecção. Pelo menos eu tentei o quanto dava, fiz o que pude, tenho a consciência tranquila. Agora tanto ele decidiu se afastar dos fóruns, e eu dele, mas com serenidade.

Quero mandar um salve pra melhor padaria da zona sul, a padaria Ibiporã!

Não que seja a padaria mais maravilhosa do mundo. Não é sempre que tem algum salgado vegetariano, por exemplo. Mas é limpa, e as pessoas que trabalham lá usam máscara – o que não se pode dizer de nenhuma outra padaria da região. Além disso, com a pandemia, eles colocaram uma cesta de pães de graça, pra quem não puder pagar!

Por outro lado, os padeiros ambulantes voltaram, COM SUAS TROMBETAS DO APOCALIPSE, RASGANDO O ESPAÇO-TEMPO, DILACERANDO A REALIDADE, às oito da manhã.

É só elogiar, que começa a encher as UTI de novo.

Então tem que esnobar as tecnologias imperialistas?

O seu fim essencial era fazer ruir o edifício do poder britânico nas Índias atacando a sua economia nos próprios alicerces. A Grã-Bretanha comprava então a preços irrisórios algodão indiano, que enviava às fábricas de Lancashire, e que voltavam às Índias sob a forma de tecidos, vendidos com lucros consideráveis, num mercado de que estavam praticamente excluídos todos os têxteis não britânicos. Era o ciclo clássico da exploração imperialista. Para dar um golpe nas máquinas das fábricas inglesas, Gandhi escolheu uma arma que era a antítese absoluta daquelas: a dobadoura de madeira tradicional. Ia lutar durante vinte e cinco anos com uma energia indomável para obrigar a Índia inteira a rejeitar os tecidos estrangeiros em favor do khadi de algodão cru fiado em milhões de dobadouras. Persuadido de que a miséria dos camponeses indianos provinha sobretudo do declínio das profissões rurais, via no renascimento do artesanato a chave do renascimento dos campos. Quanto às massas urbanas, fiar era para elas o caminho de uma verdadeira redenção espiritual, a recordação constante do laço que as unia à Índia do interior, à Índia de quinhentas mil aldeias.

(Esta Noite a Liberdade, Dominique Lapierre e Larry Collins, Círculo do Livro, p. 76)

Foco é ritmo é vibração

Tenho conseguido manter algum foco, e os resultados são positivos (mas dá pra melhorar ainda). Enquanto que a falta de foco traz um tipo de arritmia, um descompasso, eu sinto que ter mais foco foco traz um tipo de ritmo, de vibração... uma clareza, uma paz.

Uma questão chave é que tenho que conter o impulso de preencher todo e qualquer silêncio ou intervalo com alguma distração. Distrações momentâneas não são tão ruins por si só, mas tem um grande risco de “abrir um if” que vai roubar minha atenção por um longo tempo.

É um paradoxo o quanto o XKCD fala sobre software livre, sem parar de lamber a bunda da Apple. Tô no comecinho, espero que isso mude mais pra frente.

Quando eu aprendi a digitar (usando o layout Nativo, recomendo), eu ramelei num detalhe: quando for digitar uma letra maiúscula com a mão esquerda, aperte o shift com a direita, e vice-versa. Eu sempre CU!

Eu sempre uso a esquerda. Esse “CU!” foi justamente porque eu digitei o E maiúsculo e segurei o shift com a mesma mão. Enfim (esse eu acertei), é difício desacostumar o vício.

[Gandhi,] acocorado sobre a terra batida, respondia aos seus correspondentes – usando um lápis. Gastava os lápis até já não os poder segurar com os dedos, porque representavam aos seus olhos o fruto do trabalho de um dos seus irmãos e desperdiçá-los seria dar prova de indiferença por esse trabalho.

Gandhi andava de aldeia em aldeia, tentando conciliar hindus e muçulmanos.

Um alemão fez-lhe notar uma noite que em vez de perder tempo em Noakhali era melhor voltar a Nova Delhi para negociar com Jinnah e a Liga Muçulmana. “Um chefe”, explicou Gandhi, “é apenas o reflexo do povo que ele dirige. Ora, o povo tem primeiro necessidade de ser guiado para fazer as pazes consigo próprio.” Depois acrescentou: “O desejo do povo de viver em entendimento fraterno há de refletir-se depois fatalmente nos atos dos seus chefes”.

Dalila severgonha

cachorra sem vergonha deitada na cama de barriga pra cima

Meu celular tem síndrome de PS1: só carrega inclinado e de ponta-cabeça.

É tão estranho ler esses XKCD antigos.

É a prova de que até grandes artistas começam fazendo uns negócio meio ruim.

Moda não é evolução. Moda não é um inexorável avanço da tecnologia.

Quero tatuar isso aqui:

Diagrama das funções da linguagem de Jakobson +-----------+ | Contexto | +-----------+ | +----------+ +-----------+ +----------+ | Emissor | --> | Mensagem | --> | Receptor | +----------| +-----------+ +----------+ | +-----------+ | Canal | +-----------+ | +-----------+ | Código | +-----------+

Eu tenho um tabelão no qual eu anoto com quase 100% de fidelidade o tanto de gente ocupando as UTIs, todos os dias. Em coisa de duas semanas os números começaram a cair consistentemente. Não tínhamos valores tão baixos desde março!

MIM INJETA DORIA

Caramba, XKCD, que paulada!

Dreams

Mouseover text é um negócio genial. TÁ POUCA PUNCHLINE MANDA MAIS PUNCHLINE

Eu acho o conceito de “essência de alguma coisa” muito engra. Pra fazer panetone, precisa de essência de panetone. Aí imagino que alguém espremeu o panetone pra tirar a essência dele. Um panetone rende apenas algumas gotas. Mas então como foi feito o primeiro panetone?

Tem um óleo (óllio, na verdade) da Jequiti (JEQUITI!) que tem escrito: “essência de mãe”. Eu fico imaginando “este frasco contém o extrato de pelo menos 15 mães”, que nem aqueles catchup que fala quantos tomate tem dentro.


Meta

Os Piratas tivemos altas conversas sobre redes sociais, blogs, podcasts e RSS.

Eu comecei a perceber que ir no Twitter pra postar links pros artigos do blog é mendicância. Digo isso sem julgamento. Por favor me leiam! E teve algum efeito.

Mas eu sinto a contradição. Eu não gosto do Twitter, não quero usar o Twitter. Ao fazê-lo, dessa forma, dou força ao Twitter, validando-o como forma de me acompanhar*, ao mesmo tempo que tiro força dele trazendo gente pra fora, mesmo que por um momento. Submissão ou subversão, qual pesa mais?

Ultimamente tenho pensado bastante, que só de escrever num blog e não numa rede social, eu já sou rebelde demais, e se eu for além, vou me afastar demais das pessoas.

Mas depois dessa cacetada do XKCD, vou acreditar mais. Quem quiser me acompanhar, faça o favor de se inscrever no meu fodendo RSS. Por favor. kkkkkkkkkk

*“nossa como se você fosse grandes coisa pra grande corporação Twitter” – pois é, mas o capital desses jardins cercados é justamente as pessoas que os usam. Cada uma, uma migalha, porém milhões de migalhas!