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from ¯\_(ツ)_/¯

Calculando aqui o ritmo atual de vacinação, e supondo que se geral tomar 2 doses (ou 3 pros mais velhos) daria 100%, estimo que estaremos 90% vacinados no dia 2 de novembro (mas a tendência é desacelerar agora no final da campanha).

Grupos de jogos, lobisomens, Web hostil, oh my!

Me peguei pensando nos rolês de jogos que rolam por aqui, principalmente o Além do Muro, mas também o Encontro de Itatiba. Eu estava lá, no começo dos primórdios do Além do Muro. O primeiro evento teve umas 30 pessoas talvez? No máximo. Cada um lá era amigo, ou amigo de amigo, ou amigo de amigo de amigo. Todo mundo amigo, afinal. Tinha uma atmosfera cálida, mágica.

Hoje em dia um evento do Além do Muro junta umas 300 pessoas. Os amigos daquela época, quando ainda presentes, estão geralmente ocupados com a organização. Mas tudo bem porque, se foi bom fazer amigos naquela época, vai ser bom fazer amigos agora, né? Mais ou menos. Eu sou sempre bem receptivo pra jogar com gente nova, é o que eu mais faço, mas...

É mais fácil contar uma história pra exemplificar o que eu quero dizer. Certo dia, quando o Além do Muro rolava na biblioteca. Botei o Dameo na mesa e levantei minha plaquinha pra tentar achar um oponente. Um rapaz veio, jogou comigo. Acho que jogamos Lines of Action também, não tenho certeza. Conversamos. Ele estava interessado em alguns jogos Print and Play, mencionou o Empire Engine. Eu conhecia esse! Parecia bom mesmo.

Passam-se alguns anos. O Além do Muro muda de endereço, pra Associação Japonesa, depois pro Multi Moda, e finalmente pro Grêmio. Estou novamente sentado, com o Dameo na mesa, plaquinha levantada, esperando um oponente. Um rapaz se senta e joga comigo. Eu não tinha reconhecido, MAS ERA O MESMO CARA!

Esse é um caso meio extremo. Ele é provavelmente alguém que não frequentava tanto o evento. Mas tive várias experiências parecidas. É tanta gente, que a chance de você jogar duas vezes com a mesma pessoa é pequena. E há outros fatores. Conforme o evento foi crescendo, foi ficando mais trabalhoso, e a periodicidade diminuiu.

Outro fator significativo nasceu dos próprios objetivos do evento. Mesmo que no começo fossem só amigos e amigos de amigos, o objetivo sempre foi divulgar os jogos de tabuleiro modernos. O evento foi atraindo mais gente, mas a maioria das pessoas chega no evento e vai embora em grupos fechados, e não se envolve com a comunidade.

O Encontro de Itatiba, que é muito menor, também sofre desse mal. Os organizadores são muito receptivos, se envolvem. Inclusive promovem regularmente alguns abstratos combinatoriais, jogos com grande potencial de formar comunidades competitivas. Mas o público também vem em grupos fechados, e não tem os avulsos que o Além do Muro tem.

Não posso reclamar de nenhum desses rolês. São sempre uma satisfação. Mas quero recuperar aquela magia dos antigamentes. Decidi cultivar um grupo de jogos regular. Claro que só daqui a alguns meses, quando eu e os outros estivermos muito bem vacinados.

Mas quantas pessoas seriam? Ou, pensando em termos schumacherianos, qual seria o tamanho ideal de uma comunidade? Mais gente é melhor, mas a partir de certo ponto começam a minguar as vantagens e crescer as desvantagens. Primeiramente, eu gostaria de poder jogar todo tipo de jogos. Alguns jogos são só pra dois jogadores. Outros pra exatamente sete. E ninguém pode ficar de fora, então é preciso ter margem pra algum rebolado – se tem oito pessoas no grupo, fechar uma mesa de sete é muita mancada. Se tem nove no grupo, melhora um pouco, mas os dois que sobram podem não estar tão felizes. E se faltar gente, o que acontece?

Um teto de dezesseis pessoas me parece um número ideal. É uma potência de dois. Se fizer um campeonatinho dá um tamanho ideal. Se não vier todo mundo, ainda tá confortável pra jogar qualquer coisa. E há precedentes. No BGG tem um negócio chamado Geek Chat League. Algumas pessoas se cansaram de tentar conversar com multidões aleatórias nos fóruns e decidiram fazer grupinhos semifechados com conversas mais focadas. Tem um bocado de grupinhos assim – todos com 12 a 16 pessoas!

Esse limite me obriga a escolher muito bem quem chamar. O ideal é gente empolgada com o rolê de jogos, e que more perto. Ah, claro, ao cultivar o meu próprio grupo, dá pra definir qual vai ser a pegada dele! Quero gente que não esnobe jogos tradicionais. De preferência, gente que não seja vidrada em saladas de pontos anti-interativas. E é bom o grupo começar pequeno e ir crescendo aos poucos, dá um ritmo melhor pras pessoas irem se conhecendo.

Bônus: num grupo pequeno vai ser muito mais viável se aprofundar em jogos específicos, em vez de jogar cada vez um jogo novo.

Vamos ver. Quem sabe lá pra novembro eu ressuscito meu grupo de The Crew, e, terminando a campanha, eu vejo isso aí.

Lobisomem é um jogo que, nas suas formas mais populares, nunca me encantou. Até que fiquei sabendo que a versão original é bem diferente. Não tem poderes especiais; é possível linchar várias pessoas durante o dia; os lobisomens (ou mafiosos, originalmente) não podem se comunicar durante a noite, e precisam escolher independentemente a mesma pessoa para atacar – se a escolha não for unânime, ninguém morre (mas é anunciado quem foi atacado). Daí que os lobisomens são obrigados a coordenar seus ataques durante o dia, à vista de todos, mas de maneira dissimulada!

Também tem um sistema de pontuação engenhoso, interessante pra quem quiser jogar várias rodadas, ou manter algum tipo de pontuação contínua, ranqueada. Para os lobisomens, é indiferente, talvez até vantajoso, sacrificar seus colegas, enquanto que os aldeões ganham sendo altruístas. Naturalmente, isso abre mais possibilidades de blefe pros lobisomens (podem me matar, mas matem ele também!) E, como o jogo não acaba automaticamente quando morre o último lobisomem, os aldeões podem continuar linchando gente, arriscando uma pontuação menor, em troca de estar mais seguros da morte do lobisomem.

https://web.archive.org/web/19990302082118/http://members.theglobe.com/mafia_rules/

Mas a leitura das regras ao pé da letra levanta uma questão estranha. É aparentemente possível que um lobisomem ataque a si mesmo ou a seus companheiros de equipe[1]. Atacar outros lobisomens, vá lá, disputas territoriais... mas morder o próprio braço? Dar um tiro no próprio pé? Pode ser uma tática válida pra despistar: “fui atacado durante a noite!”; mas não faz sentido, tematicamente. E o risco é quase nulo, já que, pra ser eliminado, um jogador precisa ser atacado por todos os lobisomens – inclusive ele próprio, o que faz menos sentido ainda.

Encontrei outra versão das regras, também bastante antiga, que ainda mantém o elemento-chave da descoordenação dos lobisomens, mas um pouco diferente. Para que eles matem alguém à noite, não é preciso unanimidade; basta uma maioria. De resto, essa versão já se parece com as mais modernas, com apenas um linchamento por dia, com um vidente/inspetor, e sem pontuação. Lobisomens podem atacar e matar seus colegas, mas não a si próprios.

https://web.archive.org/web/20050210091426/http://www.cab.u-szeged.hu/local/mensa/SIG/mafia/mafiarules.html

Me sinto tentado a experimentar a versão original com um ajuste inspirado na versão húngara – que os lobisomens precisem de unanimidade para matar um aldeão, mas que precise de todos menos um para matar um colega. Na versão original, os aldeões só têm certeza de que mataram um lobisomem quando cai a noite e tem um ataque a menos. Nesta versão híbrida, posso anular o ataque do lobisomem que morreu, de maneira que os aldeões nunca vão ter certeza se realmente lincharam um lobisomem, ou se lincharam um inocente e os lobisomens mataram um dos seus durante a noite[2]!

Acho que entendo por que o jogo acabou se transformando no que é hoje. O jogo original é superficialmente simples, mas um pouco anti-intuitivo, com um ritmo mais irregular, desajeitado. Talvez até sem querer, alguém simplificou a fase da noite, e passou a alternar de maneira mais rígida entre as duas fases. O jogo passou a fluir melhor, mas os lobisomens ganharam uma vantagem tremenda, que só pôde ser remediada pelo poder especial do vidente! E isso abriu o precedente pra outros poderes especiais.

[1] O autor mo confirmou por e-mail, é isso mesmo.

Já reclamei por aqui das atualizações do BoardGameGeek. Dessa vez saiu uma pior. Não consigo nem abrir o site.

Vejam bem, eu uso, a maior parte do tempo, um Firefox tunadão pró-privacidade. Mas isso gera incompatibilidade, às vezes. E são vários ajustes, e nem sempre é fácil descobrir qual deles está causando incompatibilidade em cada situação. Eu não sei que nova tecnologia invasiva o BGG resolveu adotar agora, mas a maioria das páginas nem carrega. Se eu rodar uma instância vanilla do Firefox, consigo abrir normal (e perceber que o site tá ainda mais feio e desconfortável, eca).

Eu queria mesmo é não ter que lutar tanto pra ter alguma privacidade. Como disse o Burro, Deus me deu o rabo pra espantar as moscas, mas bom mesmo seria não ter nem rabo, nem moscas.

EDIT: Ok, eles reverteram a mudança. O fato de terem desfeito tudo (e não só corrigido o problema), me faz suspeitar que não, não repensaram a tecnologia invasiva. Só viram que ficou feio e desconfortável mesmo.

 
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from Angèle Lewis

[Constellations]

Trouver sa place Ou plutôt Accueillir celle qu'on a Qu'on nous propose Qu'on nous fait

Repousser du bout du doigt La sensation qui monte A chaque fois que l'on ne se sent pas bien là Juste là où l'on est

Repousser doucement la peur De ne faire partie d'aucun monde

Tenter de renoncer aux techniques du type – liste non exhaustive - 1) Imposer ses choix – même les plus anodins - Genre imposer la glace en bâtonnet plutôt que la glace en pot Par peur de ne pas être écoutée Ou encore 2) Se fondre dans la masse Dans le groupe Dans l'autre Avec l'idée de correspondre à l'image que qui que ce soit attend de nous Mais aussi 3) Se remettre en question au point De se dire que le cas est désespéré Que l'on est cinglé·e/cassé·e/éclaté·e Un genre de monstre un peu barjo Au point de se dire aussi Qu'il vaut mieux s'isoler que de toucher celles et ceux qu'on aime Des filaments brûlants de nos angoisses

Trouver sa place Dans la constellation des relations Lever les yeux pour voir l'espace Au-dessus De soi Au lieu de baisser les yeux vers le gouffre qui s'ouvre au-dessous

Lever les yeux Voir comme le ciel est grand Large Profond Insondable

Trouver les contours de son propre rayonnement Se regarder comme tel Étoile Pas un météore en fusion type Armageddon Pas une géante rouge au bord de l'explosion Pas – non plus – le centre de l'univers

Juste ça Juste soi Étoile Un peu radioactive Un peu brûlante Un peu suspendue dans le vide Et aussi – pour cela Précisément pour cela - Brillante brillante brillante À accrocher des rêves aux regards À guider qui se perd en mer À porter une partie du monde Dans la constellation des mondes

 
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from ¯\_(ツ)_/¯

Mais xadrez

Pues, a minha previsão de que eu ia preferir as variantes pequenas de xadrez não se concretizou. Primeiramente, o Shogi, que me assustava, agora parece bem legal. Não sei por que tive a primeira impressão de que era complicado? Claro, é bem mais arbitrário que o Xadrez ocidental, mas ainda é simples. Talvez inclusive mais simples de jogar, porque as peças têm movimento mais limitado. Coloquei na categoria B da minha lista interminável de jogos pra jogar – as variantes introdutórias de Shogi ficaram na categoria C.

Teve várias que eu botei na categoria B e, pasmem, não uma, mas duas na categoria A.

Uma delas é Decimaka, uma tentativa de sintetizar o Maka Dai Dai Shogi, que é uma variante grandona de Shogi, na qual as peças são promovidas quando capturam, e às vezes a versão promovida é pior. O autor fez três jogos nessa intenção, e o Decimaka me parece o mais equilibrado – o Shogi Caju é ainda muito grande e arbitrário, e o Xadrez Veterano muito próximo do xadrez ortodoxo.

https://www.chessvariants.com/rules/cashew-shogi https://www.chessvariants.com/invention/decimaka https://www.chessvariants.com/rules/veteran-chess

A outra, Xadrez Maorider não me causou uma impressão inicial tão boa, mas com o tempo fui me animando. A idéia básica é: muitas peças com movimento curto e pontos cegos, e um rei que congela peças inimigas adjacentes e pode convertê-las pro seu exército (e tem uma peça que promove e vira um segundo rei). Tem muitas peças diferentes, o que é meio chatinho, mas deve valer a pena.

https://www.chessvariants.com/invention/maorider-chess

Na verdade meio que já tinha uma variante de xadrez na categoria A da vertiginosa lista. É na verdade um híbrido de xadrez e damas, na medida de 40/60, eu diria. Acho que conta muito mais como variante de damas do que de xadrez.

É Fenix, do Fred Horn. Apesar de ter uma versão comercial lançada só recentemente, o jogo é de 1975. Fred era funcionário de uma universidade, e seus colegas fizeram um clube pra jogar joguinhos na hora do almoço. Mas a galera do xadrez não queria jogar damas, e a galera das damas não queria jogar xadrez (os holandeses levam Damas Internacionais muito a sério). Iam dividir o grupo, quando Fred interveio: “Não! Não cortem o bebê! Vou fazer um jogo que vai unir todas as tribos, como o Norvana.” Aí ele foi lá e fez. 25 anos depois, trombou com um colega daquela época, que disse “A GENTE AINDA TÁ JOGANDO O SEU JOGO!”

Vi muitos híbridos de xadrez e damas no Chess Variants, mas nada interessante. Parece que o tempo todo alguém tem a curiosidade de misturar os dois, faz lá a mistura, e fica uma bosta. Mas Fenix é diferente, talvez justamente por ter uma perspectiva mais próxima do jogo de damas do que de xadrez – a captura por substituição foi abandonada, e a diferenciação das peças muito reduzida. Há a captura obrigatória e múltipla de damas, e a peça real do xadrez – uma mistura que não deveria funcionar. Explico:

As regras de cheque e cheque-mate no xadrez ocidental foram criadas justamente pra evitar finais anticlimáticos, no qual a pessoa perde o rei por causa de um erro bobo. Digamos que, em damas, erros bobos geralmente têm um impacto muito mais granular do que no xadrez, e se não tivesse a regra do cheque, a diferença seria maior. Mas damas às vezes tem longas sequências de jogadas forçadas com capturas múltiplas, difíceis de ler, e não dá pra impor um cheque nessa situação. As derrotas seriam mais repentinas e anticlimáticas. Mas, ah! No Fenix, tomando certos cuidados, é possível regenerar seu rei algumas vezes!

https://www.abstractgames.org/fenix.html

Como esses jogos estão na categoria A da pantagruélica lista, provavelmente consigo jogar dentro da próxima década =(

 
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from ¯\_(ツ)_/¯

Estudos mostram que a minha rola é a mais gostosa.

Repetidor TP-Link é um inferno, não comprem.

Tudo bem que parte da culpa pode ser do roteador buguento da Claro. Mas o TP-Link é ruim também.

Estoy muy tristo porque: quebrei um prato.


Mais Gandhi

Conscientes do perigo que, na sua idade, uma greve de fome comportava, os discípulos de Gandhi tentaram dissuadi-lo disso. Mas, bapu – espantou-se o seu velho companheiro do Partido do Congresso C. R. Rajagopalachari, agora o primeiro governador indiano de Bengala –, como se pode jejuar contra bandidos? – Quero tocar o coração dos que estão por trás dos bandidos.

(...)

Ao alvorecer do terceiro dia, a sua voz não era mais que um murmúrio imperceptível e o seu pulso tão fraco que se podia crer a morte iminente. Enquanto a notícia se espalhava, a angústia e o remorso apoderaram-se de Calcutá. Para além dos seus muros, toda a Índia buscava informações sobre o estado de saúde do Mahatma. Produziu-se então o milagre. Se outras cidades do antigo Império das Índias também tinham sido capazes de se deixar arrastar por abomináveis acessos de selvageria, cabia a Calcutá, a mais contestatária e rebelde de todas, o poder de transformá-los em ímpetos de entusiasmo e de generosidade. Enquanto no corpo esgotado de Mohandas Gandhi lutavam os últimos sopros de vida, uma vaga de amor e de fraternidade submergiu de repente a indomável metrópole para salvar o seu benfeitor. Cortejos conjuntos de muçulmanos e de hindus espalharam-se nas favelas mais atingidas pela loucura assassina para aí restaurar a ordem e a calma. A prova definitiva de que um vento novo soprava sobre Calcutá apareceu ao meio-dia, quando um grupo de vinte e sete goonda dos bairros do centro se apresentou à porta da Hydari Mansion. De cabeça baixa, a voz vibrante de remorso, reconheceram os seus crimes, pediram perdão a Gandhi e suplicaram-lhe que renunciasse ao jejum. Algumas horas mais tarde, um dos mais célebres chefes de bando veio manifestar um arrependimento semelhante. A quadrilha de goonda responsável pela mortandade da Beliaghata Road, que determinara Gandhi a jejuar, acorreu por sua vez. Após ter confessado os seus crimes, o chefe declarou ao Mahatma: “Estamos prontos a submeter-nos com alegria a qualquer castigo que escolha, desde que ponha fim ao seu sacrifício”. Querendo provar a sua sinceridade, abriram todas as abas dos seus dhoti para lançar aos pés de Gandhi uma chuva de facas, punhais, sabres, pistolas e “dentes de tigre”, alguns ainda vermelhos de sangue. Para lhes testemunhar a sua confiança, Gandhi murmurou: “A minha única punição será mandá-los aos bairros dos muçulmanos a quem fizeram tanto mal para lhes oferecerem a sua proteção”. (...) Um caminhão cheio de granadas, armas automáticas, pistolas e facas espontaneamente entregues pelos bandos de goonda foi levado ao portão da Hydari Mansion. Notáveis hindus, sikhs e muçulmanos redigiram uma declaração comum prometendo solenemente “lutar até a morte para impedir que o veneno do ódio religioso renasça na cidade”.

(Esta Noite a Liberdade, páginas 387-390)

 
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from Sarita A

Tenté

Tu tentes les plantes Tu montes la pente Tu sors de la rente Tu sors de la sente

Te voici connecté A la reine des prés Tu te ressens vibrer Sans pourtant perdre pied

Tout autant fasciné Enivré parfumé Comme les pieds bien ancrés De la où tu es né

C'est un monde qui s'ouvre Alors tu te découvres Ébahi tu entrouvres La porte du chêne rouvre

Sarita, août 21

#poésie

 
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from Sarita A

Les fenaisons

Les fenaisons tu rentres Et déjà tu t’éventres Tu ne penses qu’à elle Tu la trouves toujours belle

Tu sais qu’elle est partie Tu sombres dans l’oubli De ta personne même De celui qui aime

Tu touches la jalousie La haine le mépris Toi le si gentil Celui qui toujours rit

Tu ne comprenais pas Les jaloux et les fous De ceux qui tuent conspuent Crever ses pneus Taguer son mur

Tu sombres bien bas Toi le si beau Toi qui jugeais Tous ces méchants Tombés si bas

Ta part d’ombre tu visites Aux prochaines fenaisons Sans doute en sortiras Un cycle de saison Cycle de compréhension Te relier au pardon

Tu auras bien grandi Embrassé un peu plus la condition humaine Celle si belle de son imperfection

Sarita 11/08/21

 
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from Sarita A

Sur l'onde de ton corps

Sur l'onde de ton corps Vient la vague subtile Fourmillante en émoi Vers des rêves graciles

Le naseau frémissant Ta bête te transporte Le nuage qui vrombit T’apporte le tumulte

Tu lâches ta furie Ravines tes pensées Pour un air plus frais Tu sors de ton fossé

Rapine en sourdine Les clefs déverrouillées C’est parti illumine Ta vie en décalé

Te voilà tout pommé Les voiles enfin tombés Que longtemps tu cachas Au creux de ta racine

Tu lâches la turbine Les ingrats déracine Prends la cape sublime Et ta vie illumines

Sarita 04/08/21, Granges sur Baume, belvédère

#poésie

 
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from ¯\_(ツ)_/¯

Parem de usar o verbo possuir no lugar do verbo ter.

Obrigada.

Fio no Twitter (eca) sobre os motivos pelos quais muitas vezes as pessoas em situação de rua evitam os abrigos públicos. https://twitter.com/DiogoJordaoS/status/1421731778365112320

Já pararam pra pensar que a Google é meio do mal, mas é honesta? Eles pelo menos são transparentes: “o nosso modelo de negócio é esse, e a gente faz isso, isso e isso”. O Facebook é muito mais escorregadio, enganoso, usa uma linguagem construída cuidadosamente pra dar uma falsa sensação de segurança.

Vi uma pixação com os dizeres DORIA TRAIDOR

kkkkkk os bolsominion pira

O cara passou a perna no próprio partido pra ir lamber o cu do Bolsonaro durante a campanha, VOCÊS ESPERAVAM O QUÊ?!

Tô achando que o Biroliro mais atrapalha do que ajuda a causa (perfeitamente legítima) do comprovante de voto impresso.

Mene da teoria da conspiração que é real então bota um cara pra falar groselha pra todo mundo achar que é teoria da conspiração e

Eu comecei a botar na minha planilha de acompanhamento pandêmico a porcentagem de gente vacinada, com base nos dados do vacinômetro. E a porcentagem de gente vacinada caiu nos últimos dias, quê?

Fui ver. Sim, o número de gente vacinada tá aumentando, sim, mas o número de habitantes de Jundiaí aumenta muito mais. De um dia pro outro, teve 5000 novos habitantes!

Será que o censo tá todo cagado? Será que tem milhares de pessoas vindo pra cá se vacinar?

EDIT: FALEI BOSTA: EU TAVA ENTENDENDO ERRADO OS NÚMERO! Eu achava que total era população total, mas é o total de vacinas (um número inútil). E percebi que o site do estado dá sim uma porcentagem, mas também é calculada de um jeito estranho (tem cidade que tá 135% vacinada).


Das variantes de Xadrez

Antes, o único abstrato que eu conhecia era o Xadrez. Nunca fui fã. Achava muito seco, e supunha que todos abstratos eram assim. Depois descobri que não. Go é bem molhadinho. Damas tem textura de paçoca. Mas continuei achando que jogos da família do Xadrez eram muito secos.

De uns tempos pra cá, minha mente começou a se abrir, mas ainda não enxergo um padrão. Simplicidade nas regras é desejável. Às vezes variantes mais brincalhonas me atraem. Às vezes as mais pequerruchas.

Shogi é indigesto, tho. Mas um Goro-Goro Dobutsu Shogi, se pá vai.

 
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from Sarita A

Je ne peux pas me contenter de vivre par l'écriture J'ai besoin d'hurler à la lune De sauter dans les flaques De danser la vie En roulade des corps En envolée des cœurs Sarita août 21

#poésie #pensée

 
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from Shinra

Donnez-moi un “A” !!!!

hello tout le monde,

j'ai besoin de vos conseils (à moins que ce ne soit une question rhétorique ?) car ce matin, je suis, quel pourrait être le mot juste,hmmm… abasourdi.

définition (seconde) larousse: Provoquer chez quelqu'un un sentiment voisin de la stupeur ; consterner, stupéfier

Abasourdi car, hier le conseil constitutionnel (en France) s'est prononcé (loi relative à la gestion de crise sanitaire https://www.conseil-constitutionnel.fr/decision/2021/2021824DC.htm)

Abasourdi car je lis ce matin qu'un (nouvel) évènement majeur écologique est probablement occupé à se révéler à nous (https://www.theguardian.com/environment/2021/aug/05/climate-crisis-scientists-spot-warning-signs-of-gulf-stream-collapse?CMP=twt_a-environment_b-gdneco)

Abasourdi car je découvre que l'obédience maçonnique avec laquelle je travaille se plie allègrement à une injonction de sélection/autorisation d'accès à son musée (https://www.godf.org/museefm/actu.htm)

Abasourdi car ce matin je cherchais une énième fois à me procurer un véhicule thermique pour me déplacer pour aller bosser la semaine prochaine à 40 minutes de chez moi, c'est à dire à devoir dépenser de l'argent pour aller gagner de l'argent

Abasourdi car ça fait 3 jours que je tente de joindre le cabinet des infirmières afin de savoir comment ça se passe pour faire un test pcr à répétition toutes les 48h pour le boulot où je vais aller taffer pendant 2 semaines en remplacement

Abasourdi car demain je repasse à l'état de papa célibataire séparé d'une moitié avec qui 250km vont à nouveau se retrouver entre elle et moi

En gros, l'impression d'être un hamster dans sa roue… ou mieux… dans sa balle transparente en plastique qu'on a mis au sol en lui disant que c'est la liberté et qu'il peut aller où il veut.

Pendant ce temps, le paysage devant la maison est beau, la vallée est là, présente. Elle nous survivra, c'est certain.

Ha, tiens, si j'allais au potager et sur le terrain…

 
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from 道 La route chante

Un vide qui appelle le plein

Cette manière d’éloigner tout ce qui bruisse en moi,

de m’ouvrir et me laisser vider en tenant l’espace grand à l’intérieur,

et à l’appel d’air me laisser emplir par le silence, la lumière, une grâce de vivre.

Ce point d’ouverture où tout bascule de soi-même dans un mouvement inverse,

où le cœur un instant devient entier et libre.

#poésie #enchemin

 
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